quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O retrato de uma realidade?

Vamos pegar um exemplo simples! Se observarmos a porta das escolas que ficam dentro da av do Contorno, na cidade de Belo Horizonte, no horário de entrada ou saída de alunos, veremos o que se pode chamar de caos. A falta de respeito aos direitos de todos impera e a atitude de opressão é a regra básica. Todos se sentem no direito de desreipeitar as regras de boa convivência e se tornam opressores de seus pares e vira aquele 'bandão' de desorientados. Os filhos a serem educados, motivos de todos estarem se acotovelando nas proximidades da escola, compartilham e observam as atitudes de seus pais e começam seu aprendizado diário assim. E o que é pior, no local que deveriam ser educados.
As escolas que espera-se que ensine pricípios de boa convivência e cidadania fecham os olhos para esta situação de deseducação e perdem a oportunidade de educar. Será que elas só se importam com a educação dentro dos seus muros e não vem a destruição do seu trabalho de boas maneiras na sua porta? Será que a pedagogia que praticam é a arcaica pedagogia da contemplação, distanciada das práticas do dia-a-dia, ou é a pedagogia do bancário (Termo usado por Paulo Freire em Pedagogia do Oprimido).
Uma frase que ouvi que diz:"seus filhos seguirão mais seus exemplos que seus conselhos", temos aí um bom comerço para ver como se forma opressores.

Pedagogia do Opressor

Desde 1994, quando cursava Pedagogia que este termo não saiu da minha cabeça. Hoje estou trabalhando algumas maltraçadas linhas a respeito. Acredito que o problema não é a riqueza mas o status que ela proporciona. Infelizmente o grande problema é a pessoa querer ser melhor que os outros. Já vi ricos que desprezam seu semelhante porque se acha melhor e já vi pobre falando mal de pobre por se achar melhor. Todo aquele que se acha melhor oprime. A deficiência de ver iguais é que faz com que haja opressão.
Numa Pedagogia do Opressor temos que trabalhar na formação de iguais. A diferença de classe social, cor, raça e gênero pode existir como complementação sem um estar em superioridade do outro.
E o futuro aponta para isso, afinal na sustentabilidade não existe espaço para "Parasitas"!